Depoimentos

Rumo a um futuro promissor

“A base do primeiro colegial, ela não tem, então a minha preocupação era ir para uma escola particular para isso, porque ela quer prestar vestibular para Medicina, que é muito difícil”. 

Anna Melissa, confeiteira, mãe da Samyra

Em fevereiro, Samyra, 16 anos, começou o segundo ano do ensino médio no Colégio Nacional, uma das melhores instituições de Uberlândia, Minas Gerais. O que não faltam são elogios para a nova escola.Eles tratam super bem, perguntam o tempo inteiro como a gente está, os alunos todos são prestativos e também a forma de ensino é muito diferente", conta a estudante. A animação é tanta que mal acaba a aula “e já dá vontade de ir de novo”. 

Quem um dia viveu a experiência de mudar de escola sabe que nunca é fácil ser novata, ainda mais em um lugar onde os alunos se conhecem desde o início da escolarização. A tímida Samyra, apesar desse receio, tirou de letra o desafio. “Eu tinha medo das pessoas não gostarem de mim, mas foi diferente, todo mundo lá é gente boa. Eu me sinto bem e já tenho meu grupinho”, diz sem esconder a satisfação.

Antes de começar a estudar no Colégio Nacional, Samyra cursou todo o ensino fundamental em uma escola particular perto de sua casa e no ensino médio foi para uma escola estadual. No entanto, a última experiência a deixou com a sensação de estar perdendo conteúdo, uma vez que, por conta da pandemia, as aulas não eram ao vivo. 

Com o segundo ano do ensino médio se aproximando, a mãe Anna Melissa, confeiteira, decidiu tentar uma bolsa no Colégio Nacional. “Nossa, menina do céu, eles pediram um monte de coisa, eu achei até que eu estava financiando uma casa”, brinca. “Eu mandei os documentos, mas o valor que a gente conseguiu era de 30%, que eu não podia pagar”, relata. 

O esforço para colocar a filha na escola particular, claro, inclui o desejo de prepará-la para o futuro. “A base do primeiro colegial, ela não tem, então a minha preocupação era ir para uma escola particular para isso, porque ela quer prestar vestibular para Medicina, que é muito difícil”. O foco agora é se preparar para entrar na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e o curso é uma opção para a adolescente desde a infância.

A rotina de estudos inclui aulas regulares no período da manhã e aulas vespertinas opcionais, como teatro, fotografia, espanhol, culinária. Claro que todas elas já estão no radar da animada Samyra. Anna Melissa considera a filha como uma garota estudiosa, mas a própria adolescente, mesmo mostrando todo o empenho com os estudos, não se vê assim. “Tem horas que eu me surpreendo comigo mesma, mas eu não sei se eu posso me definir dessa forma (estudiosa).” Ela prefere se descrever como alguém esforçada que corre atrás de tudo.

Feliz com a oportunidade que conseguiu oferecer para a filha mais velha, Anna Melissa agora sonha em poder proporcionar o mesmo para os outros dois filhos: Mateus, de 14 anos, e Maria Fernanda, de 4 anos. Ter acesso ao ensino privado de qualidade também é um sonho para a sua família? Conheça mais sobre a lia, uma iniciativa que permite estudar por um valor mensal que cabe no bolso.